consolidação do Twitter se deve ao sucesso do Facebook

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O Twitter é um serviço de microblog que nasceu em 21 de março de 2006

 

Twitter e Facebook são as duas maiores redes sociais do planeta. O primeiro, nascido em 2006, tem cerca de 400 milhões de usuários, enquanto a rede social de Mark Zuckerberg, dois anos mais velha, se aproxima da casa dos 900 milhões em todo o mundo. O caso é de amor e ódio. O Twitter virou febre mundial e soube entender a agilidade da web antes que o Facebook. A rede social, com o esperto Zuckerberg no comando, soube, por sua vez, "pescar" os melhores pontos de diversos sites, misturar no liquidificador do Facebook e transformar o site em uma potência da web. Anos depois, no entanto, é a consolidação do Facebook, o seu sucesso e a enorme plataforma de usuários que possibilitaram que o Twitter, na verdade, voltasse à sua vocação inicial: a de ser um local de troca de idéias, de maneira cada vez mais rápida.

 

Em 21 de março de 2006, há exatos seis anos, Jack Dorsey enviou o que seria a primeira mensagem oficial do Twitter na história: "estou ajustando as configurações do meu Twttr". A fundação, que se iniciou como uma brincadeira dentro da companhia de podcasting Odeo, tornou-se a brincadeira de todo mundo quando, em 15 de julho do mesmo ano, o serviço foi lançado abertamente. De um compartilhador de idéias em 140 caracteres, o Twitter tornou-se um bar, uma praça pública e uma poderosa ferramenta para dar voz a quem não a tinha.

 

Para André Rosa, professor e mestre em comunicação digital e colaborativa pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero, em entrevista ao Terra, o Twitter pode ser descrito como uma ferramenta robusta, "daquelas que, caso existissem fisicamente, ficaria num lugar bem acessível na prateleira e serviria para muita coisa. Como aquela velha faca de cozinha", afirmou. A ferramenta descrita pelo professor data, exatamente, da época em que as revoluções do Oriente Médio e os "pequenos fatos relevantes" começaram a aparecer como notícia no microblog antes do que na imprensa tradicional, como o caso do avião que, em 2009, fez um pouso forçado no rio Hudson, em Nova York.

 

A partir de 2009, quando, como aponta Rosa, o "gatilho da popularização" disparou, as pessoas se apropriaram do microblog para uma infinidade de coisas – que iam de contar o dia a dia a compartilhar mensagens aleatórias. O Twitter, uma ferramenta nascida essencialmente para a informação, transformou-se em um depositório de todas as coisas do mundo. Ele virou um diário, um livro de relatório e um "liveblog" do cotidiano, na mesma época em que outras ferramentas, como o Facebook e o Tumblr, começaram a se tornar uma febre no planeta.

 

O Twitter então "perdeu o foco" no caos da web e acabou sendo utilizado para a esfera pessoal, como compartilhamento de idéias, substituto do leitor RSS, salas de chats públicas e até para organização de diversos segmentos – como réplicas de notícias, promoções instantâneas e mural de serviços. Segundo Rosa, apesar de reafirmar a importância de deixar claro que se trata somente de um palpite, muitos desses usos se tornaram, hoje, limitados. "O Twitter me passa uma sensação de 'fim de festa', onde ficam apenas aqueles grupos que curtiram a noite o bastante para terem vontade de planejarem as próximas", concluiu, em um cenário em que o Facebook ocupa, cada vez mais, essas "tarefas limitadas".

 

O jornalista e blogueiro Alexandre Inagaki, no entanto, tem uma percepção diferente. Para ele, o Twitter ainda traz, atualmente, muito do que o tornou febre anos atrás – inclusive, é claro, as "bobagens do dia a dia". "O bacana do Twitter é a diversidade. Ao mesmo tempo que sigo acadêmicos e profissionais da área de comunicação que postam links informativos e relevantes, também acompanho amigos que tuitam trocadilhos infames e piadas sobre o assunto da vez, que garantem os momentos de descontração necessários em meio aos trabalhos do dia a dia", constatou.

 

Uma conseqüência notável da necessária diversidade, para Inagaki, é que, com o aumento do universo do microblog, a quantidade de tweets aumenta e, conseqüentemente, a velocidade com que eles "viajam" pela timeline. Mais do que uma questão de tempo ou de relevância, entra no jogo um dos fatores mais importantes para a manutenção de um conteúdo na vida social online: a atenção, como apontou o cientista da HP, Bernardo Huberman. "Uma informação que a gente postou há 15 minutos acaba por impactar menos gente. Há, pois, muito mais concorrência pela atenção", concluiu o blogueiro.

 

O Twitter ajudou "a moldar o caráter" do Facebook

O pesquisador e mestre de mídia digital, Rafael Sbarai, oferece uma perspectiva diferente sobre a relação do Twitter e do Facebok ao longo dos anos. Para ele, grande parte do sucesso atual do Facebook, no Brasil e no mundo, se deve ao fato de que, ainda que em uma escala menor, as funcionalidades foram testadas no Twitter. "O Twitter fez o Facebook virar um gigante. Praticamente todas as reformulações ou inserções – com exceção à Timeline – são recursos já vistos no Twitter e no Orkut. Parte das novas reformulações publicitárias do FB já existem no Twitter, como tweets pagos, anúncios no meio da Timeline", destacou, salientando que mesmo o recente botão de assinatura de atualizações de perfis, no Twitter, é o famoso "Seguir".

 

É o sucesso do Facebook que permitiu ao Twitter se manter fiel às pessoas que querem agregar, discutir ou compartilhar conteúdos. O microblog nasceu como um repositório de boas ideias de 140 caracteres, mas foi, inevitalmente, vítima dos usuários que usavam o microblog para "postar todas as coisas do mundo", caindo no caos da vida social desordenada. Mas, atualmente, com a consolidação a rede social de Zuckerberg, o Twitter encontrou o seu caminho de volta. "parte do barulho de uma conversa de bar já foi embora – agora, só falta manter a desordem de assuntos, com conteúdos pertinentes.", finalizou Sbarai.

 

 

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias

 

 

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